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Pródigo

Ei pai, deixa-me viver
pelos mares navegar
nos portos encontrar amores

Tira-me daqui
onde tudo é ínfimo
crítico, desanimante

Mata-me demais
esssas paredes sempre iguais
no mesmo lugar

Mesmo som, mesma luz
tudo tão igual
tão monótuno

Olho a noite
ela me chama
me olha, seduz

Não posso ir, entristeço
volto a mesma luz e paredes
pareço triste

Nasceu um novo dia
aqui não
tudo está igual

Me caiu a força
secou-me o vigor
Tudo tão igual, ora pior

Quero partir e ir
me banhar na liberdade
sem parede viver

O vento, o cheiro do mar
deixa-me ir
deixa-me viver

E se não for
ao menos tira-me
pra um lugar maior de mais e nova luz